Padecendo no Paraíso (III): Doação de si Mesma…

12/11/2009 por Maite

 

Quando se tem um bebê em casa, obviamente a sua rotina muda… não, é mais que isso. Não existe mais a SUA rotina, só a do bebê… não existe mais o SEU tempo, nem o SEU conforto. Precisamos nos acostumar a não conseguir nem terminar um copo d´água, pois o chorinho nos chama com uma urgência tal que não conseguimos pensar em mais nada, a não ser dar o que quer que seja necessário – seja o peito, seja colo, atenção, uma troca de fraldas…

Você fica irreconhecível por um tempo… usa roupas mais velhinhas, pois sabe que será atingida por inúmeras e inevitáveis golfadas de leite… prende o cabelo no alto da cabeça, em coque, ou com um rabo de cavalo, para que as maozinhas não se emaranhem no cabelo… tira os brincos de pendurar e as argolas, por representarem risco… deixa o relógio guardado, pois usá-lo é risco de arranhar o bebê… o mesmo vale para pulseiras e determinados anéis… perfume ? só suave, fraquinho, afinal, o bebê vai mamar com o rosto coladinho ao seu corpo, não tem como ele ficar respirando loulou, ou animale, ou gabriela sabatini… eu, que amo aqueles perfumes fortes, de empestiar elevador, estou entrando em síndrome de abstinência… rsrs…

Você começa a aprender lições incríveis de time management, já que precisa fazer tudo em 3 horas, antes da próxima mamada… mas o que realmente é incrível… você se esquece, deixa de ser o centro do seu próprio mundo. Você olha aqueles olhinhos curiosos que se fixam em você enquanto a boquinha está ocupada na tarefa de mamar… cheira aquela cabecinha e percebe que nenhum dos “sacrifícios” que está fazendo importa, que você faria qualquer coisa pelo bem-estar dessa pessoinha… e então por algum tempo você deixa de sentir o cansaço, a dor nas costas, os mamilos rachados e doloridos, e agradece a Deus por ter enviado tamanho presente…

Realmente, concordarei com os que dizem que a maternidade não é algo puramente biológico… ela não simplesmente desperta quando a mulher se descobre grávida… algumas mulheres talvez não estarão prontas nunca, outras só depois de muito tempo após o nascimento de seus filhos… só pode ser mãe, plenamente [ independente se mãe biológica ou adotiva ] , quem está disposta a se doar integralmente, sem reservas. Ou seja, definitivamente NÃO É para qualquer uma – certamente não para aquelas que colocam, na frente de tudo, SUA carreira, SUAS escolhas, SEU conforto, SEU bem estar, SEU corpo…

Esse doar-se por amor nos dá uma ‘palhinha’, uma pequeníssima amostra do Amor de Jesus Cristo, pelo qual se entregou a nós na cruz… da mesma forma, nos faz meditar na angústia de Sua mãe, presenciando seu sofrimento, ali, impotente para aliviá-lo, mas sabendo que era necessário, que cumpria sua missão…

Oops, o dever me chama :) Fiquem com Deus !

Padecendo no Paraíso (II): Os tios e tias virtuais

29/10/2009 por Maite

 

Primeiramente, eu gostaria de agradecer a força que as amigas estão me dando nos comentários, vocês não imaginam como é importante nesse momento sentir toda essa “rede de conforto” ao nosso redor !

Aliás, hoje o post é sobre isso… aproveitando que a princesa iniciou o seu soninho de beleza, quero aproveitar para agradecer a todos os “tios” e “tias” que mandaram presentes, cartinhas (o carteiro já até sabe do que se trata, e também pergunta pela princesa), scraps, depoimentos, que ligaram para minha casa, para a maternidade e que vieram nos visitar ! É muito legal sentir esse carinho, e como será impossível retribuir à altura, incluo desde já todos vocês nas minhas orações.

Padecendo no Paraíso (I): Os primeiros dias

28/10/2009 por Maite

 

Depois de toda a espera, de toda a expectativa, chegou nossa princesinha. Linda (para a mãe sempre é, pelo menos rsrs…), fofa, tudo de bom, trouxe alegria para a nossa casa. No entanto, inegavelmente, bagunçou nossa rotina.

Por exemplo, esse post, não sei se concluirei ainda hoje, pois a qualquer momento ela poderá acordar e terei que adiar… a casa está de pernas para o ar, pois tudo vai lá para baixo na escala de prioridades quando ela acorda… nossa atenção se volta para ela e suas necessidades.

Se não fosse a preciosa ajuda da minha cunhada e da minha sogra, seria muito difícil para nós fazermos tudo sozinhos, e manter a rotina do meu mais velho inalterada… ele está em período de testes e provas na escola, tem curso de inglês, kumon, mil e uma atividades… também quer nosso tempo, nossa atenção, quer falar do que aconteceu no seu dia… e não podemos dizer “agora não” todas as vezes que nos procura… então tento sempre que digo “agora não”, dizer quando será o “agora sim”, e cumprir o prometido… não quero que ele se sinta deixado de lado…

Hoje levamos Maria Esther para fazer o teste do pezinho, do olhinho e da orelhinha (testes importantes para detectar alguns problemas no recém-nascido), solicitados pela pediatra. Aproveitei a ida à clínica para dar logo a BCG e a vacina contra Hepatite-B. Coitadinha, levou um monte de agulhadas… fico com pena, mas é para o bem dela…

Por mais que a maternidade seja fonte de felicidade, esses primeiros dias estão sendo confusos… fisicamente esgotada da cesariana e das noites mal-dormidas, do cansaço com os cuidados com o bebê, tem momentos que bate uma deprê… medo de não dar conta, em especial com relação à amamentação, que está sendo difícil… não estamos achando o nosso ritmo, e eu já tinha uma experiência ruim anterior; por estar limitada fisicamente, preciso solicitar ajuda o tempo todo do maridão, e fico me sentindo um incômodo (mesmo ele garantindo que não), cada hora vem um pensamento rondar … a noite é o pior horário, não sei porque… tenho sobrevivido esses dias oferecendo todos os incômodos pelos meus filhos, para que não se afastem de Deus e da Igreja… pelo menos um bem a princesa já fez à mamãe, fez a mamãe rezar mais !

As mensagens dos amigos no Orkut me animam, eu agradeço de coração a todos, mesmo, Deus os abençoe !!

Bênção para Antes do Parto (Bênção das Grávidas)

21/10/2009 por Maite

 

Amanhã nasce minha filhota… e hoje foi o dia de finalizar os preparativos… muita ansiedade… como farei uma cesariana, por conta de vários fatores médicos, resolvi procurar, na minha paróquia, um padre para me confessar.

Chegando lá, o vigário paroquial me recebeu, e pude me confessar, o que me deixou bastante tranquila. Mas a cereja no topo do sundae foi a bênção que ele me deu – eu não pedi porque nem sabia que existia… mas achei o máximo saber que existe e recebê-la tão oportunamente… segue abaixo o rito, que achei na net, em uma página de Portugal.

Minha princesa chega ao mundo já envolta pela nossa fé católica, o que me deixa muito feliz… peço a Deus e á Virgem que eu saiba educá-la nos caminhos de Jesus Cristo.

 

Ritual Romano da Bênção das Grávidas

RITOS INICIAIS

Reunida a família ou a comunidade dos fiéis o Ministro diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todos se benzem e respondem: Amen.

Ministro: Jesus Cristo, Filho de Deus, que se fez homem no seio de Virgem Santa Maria, esteja convosco.

Todos: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

Ministro: Deus é o Senhor de todoa a vida, é Ele quem determina a existêncoa de cada homem e, com a sua providência, dirige e conserva a vida de todos. Nós acreditamos que isto tem aplicação especialmente quando se trata de uma vida nascida do matrimónio cristão, já que essa vida será enriquecida a seu tempo, no sacramento do Baptismo, com o dom da própria vida divina. É isto que se pretende exprimir na bênção da mãe antes do parto, para que a mulher aguarde com sentimentos de fé e esperança o tempo de dar à luz e, colaborando com o amor de Deus, ame desde já com afecto materno o fruto que traz no seio.

LEITURA DA PALAVRA DE DEUS

Leitor: Escutai, irmãos, as palavras do santo Evangelho segundo São Lucas Lc 1, 39-45

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Sabnto e exclamou em alta voz: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou que havia de cumprir-se tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor". Maria disse então: "A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador".

Salmo 32(33), 12.18.20-22

A terra está cheia da bondade do Senhor.

Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,

o povo que Ele escolheu para sua herança.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade.

A nossa alma espera o Senhor,

Ele é o nosso amparo e protector.

N’Ele se alegra o nosso coração,

em seu nome santo pomos a nossa confiança.

Venha sobre nós a vossa bondade,

porque em Vós esperamos, Senhor.

PRECES

Ministro: Exaltemos e louvemos a Cristo Nosso Senhor, fruto bendito do ventre de Maria Santíssima, que pelo mistério da sua encarnação, derramou sobre o mundo a graça e a bondade de Deus Pai. Digamos com alegre confiança:

Bendito sejais, Senhor, pela vossa bondade e misericórdia.

Senhor Jesus Cristo, que quisestes assumir a nossa condição humana, nascendo de uma mulher, para que nós recebêssemos a adopçãpo filial divina:

Senhor Jesus Cristo, que não recusastes ser gerado num ventre materno, mas quisestes que se ouvisse a aclamação: "Bem-aventurado o ventre que Vos trouxe e os peitos que Vos amamentaram":

Senhor Jesus Cristo, que dignificastes o sexo feminino, por meio da Virgem Santa Maria, bendita entre as mulheres:

Senhor Jesus Cristo, que, pregado na cruz, nos destes como Mãe da Igreja aquela que tínheis escolhido para vossa Mãe:

Senhor Jesus Cristo, que, pelo ministério das mães, dais à Igreja novos filhos, multiplicando e engrandecendo a sua alegria:

ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

Ministro: Senhor Deus, criador do género humano, cujo Filho, pelo poder do Espírito Santo, Se dignou nascer da Virgem Maria, para redimir e salvar os homens, libertando-os da dívida do antigo pecado, escutai com bondade as preces destas vosssas servas, que humildemente Vos suplicam pela saúde dos filhos que vão nascer, para que, entrando seus filhos na comunidade dos fiéis, se dediquem plenamente ao vosso serviço e alcancem a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amen.

O Ministro convida todos os presentes a invocar a protecção da Virgem Santa Maria: Avé Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen.

Todos: Amen.

CONCLUSÃO

Ministro: Deus, fonte e origem de toda a vida vos proteja com a sua bondade.

Todos: Amen.

Ele confirme a vossa fé, fortaleça a vossa esperança e aumente cada vez mais a vossa caridade.

Todos: Amen.

No momento do parto, Ele atenda as vossas súplicas e vos conforte com a sua graça.

Todos: Amen.

E a vós todos aqui presentes, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

Todos: Amen.

A Queda da Satisfação Feminina

17/10/2009 por Maite

 

O ano em que a redatora de televisão carioca Claudia Valli nasceu, 1963, foi marcado pelo lançamento de A mística feminina. O livro histórico de Betty Friedan alardeava a frustração feminina por ter apenas os papéis de esposa e mãe e foi um marco no movimento pela emancipação das mulheres. Hoje, prestes a completar 46 anos, Claudia olha sua própria vida e questiona essas conquistas. Ela trabalha oito horas por dia e administra a casa onde mora com os três filhos – um casal de adolescentes, de seu primeiro casamento, e um menino de 9 anos, do segundo. Tem empregada apenas duas vezes por semana e uma ajuda “relativa” dos ex-maridos. Raramente dorme mais que quatro horas por noite, já que muitas vezes precisa adiantar trabalho de madrugada, além de monitorar o caçula, que é diabético. Na mesa de cabeceira da cama, uma pilha de livros comprados e não lidos. Na mente, a preocupação com os quilos a mais e a falta de tempo para fazer qualquer tipo de exercício. Claudia está sozinha desde a última separação, há cinco anos, e diz que um namorado, agora, seria mais um motivo de estresse. “A emancipação feminina é como um contrato que foi assinado sem ter sido lido direito e que agora precisa ser renegociado”, diz ela. “A vida tornou-se um show que não pode parar.” Antes de dar entrevista a ÉPOCA, Claudia passou no supermercado para comprar pão, leite e banana. Depois de feitas as fotografias, preocupou-se em não parecer mais velha do que é: “Dá para melhorar com Photoshop?”.

Longe de ser uma anomalia, a insatisfação de Claudia com a própria vida é a mesma de milhões de outras mulheres mundo afora. Um estudo de Betsey Stevenson e Justin Wolfers, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra um surpreendente e acentuado declínio da satisfação feminina nas últimas três décadas – período durante o qual cresceram de forma exponencial as oportunidades de trabalho, as possibilidades de educação e, sobretudo, a liberdade da mulher de decidir sobre a própria existência, prática e afetiva. É possível afirmar, sem nenhum traço de dúvida, que as condições objetivas nunca foram tão favoráveis às mulheres desde o início da história humana. Entretanto, entrevistas anuais realizadas com 1.500 pessoas, homens e mulheres, desde 1972, nos Estados Unidos, mostram um cenário de crescente insatisfação subjetiva. A cada ano que passa, menos mulheres se dizem felizes com a própria vida, enquanto um porcentual cada vez maior de homens afirma estar contente. Isso acontece com mulheres casadas e solteiras, com e sem filhos, bem ou mal empregadas, brancas ou negras, pobres e ricas. A insatisfação atinge todos os grupos e se torna pior à medida que as mulheres envelhecem. Quando jovens, elas se dizem mais realizadas que os homens. Pouco depois dos 40, isso já se inverteu. “A tendência é clara, se manifesta em pesquisas realizadas no mundo inteiro, e vai na direção contrária à que nós poderíamos imaginar”, afirma Marcus Buckingham, especialista em pesquisas e autor de diversos livros sobre macrotendências sociais.

As razões dessa melancolia de gênero são difíceis de apontar com precisão. O estudo, assim como Claudia, tende a enxergar no acúmulo de velhas tarefas e novas responsabilidades a causa dos dissabores femininos. “A vida das mulheres ficou mais complexa e sua infelicidade atual reflete a necessidade de realização em mais aspectos da vida, se comparados aos das gerações anteriores”, dizem Stevenson e Wolfers. “As mulheres foram para a rua, mas mantiveram a responsabilidade emocional pela casa e pela família.” É o pesadelo da dupla jornada, física e emocional, que exaure as mulheres e destrói casamentos.

O problema com essa explicação, bastante óbvia, é que ela ignora a realidade estatística: nos países desenvolvidos, homens e mulheres trabalham o mesmo número total de horas diárias, cerca de 7,9. Os homens fazem 5,2 horas de trabalho pago e 2,7 horas de trabalho doméstico, em média. As mulheres fazem 3,4 horas de trabalho externo e 4,5 horas de trabalho doméstico. Uma pesquisa realizada em 25 países sugere que apenas em locais como Benin e África do Sul as mulheres trabalham muito mais horas por dia.

Outro fator que não ajuda a tese da sobrecarga é que a divisão das tarefas domésticas melhorou sensivelmente nas últimas décadas. Entre 1975 e 2008, o número de horas dedicadas ao trabalho doméstico pelas mulheres caiu de 21 para 17 por semana, enquanto a participação masculina cresceu de seis horas para 13 horas semanais. A mesma tendência se revela nas horas que pais e mães passam com as crianças. Logo, se a divisão de tarefas não é perfeita, ela vem melhorando ano a ano, ao contrário do estado de espírito das mulheres, que só piora. Diz Buckingham: “A infelicidade não parece ser uma questão de horas de trabalho ou de atitude. E a desigualdade em relação ao trabalho doméstico está desaparecendo. Onde está a explicação?”.

Na tentativa de entender, o estudo americano ressalta a extrema valorização da beleza e da juventude em nosso tempo, que afeta mais as mulheres que os homens. Enquanto elas aumentam seu nível de estresse com cosméticos e tratamentos estéticos e cirúrgicos, os homens muitas vezes ficam atraentes com a maturidade. Aos 50, quando as mulheres já deixaram para trás a possibilidade de reprodução, homens grisalhos começam novas famílias e viram pais. Eles podem ser charmosos à maneira de Sean Connery ou bonitos ao estilo José Mayer. Mas das mulheres se espera que continuem depois dos 40 com a aparência que tinham aos 20 anos. “Não adianta mostrar fotos de Sofia Loren maravilhosa aos 75 anos. O fato é que as mulheres envelhecem mais rápido que os homens, e a maioria de nós se incomoda com isso”, escreveu a articulista Penny Vincenzi, do jornal britânico Daily Mail, comentando as angústias femininas captadas pelo estudo. “Eu sou uma mulher abençoada com uma família grande e feliz, mas, ainda assim, me preocupo diariamente com as pelancas do braço e as rugas do rosto, que se multiplicam à velocidade da luz.”

O publicitário paulistano Jaime Troiano faz pesquisas periódicas sobre a mulher brasileira e diz não se surpreender com o crescimento da insatisfação. A multiplicação dos papéis que elas encarnam, ele afirma, pode ser vista claramente na propaganda. “Ao longo do tempo, a mulher tem se tornado alvo de mais mercados. Isso quer dizer que ocupa cada vez mais espaços na sociedade”, diz. Um estudo recente de sua empresa de consultoria mostrou o abismo entre a forma como ela se vê e a mulher que ela idealiza ser. “A maioria se diz simpática, confiável, sincera ou carinhosa, mas gostaria de ser informada, decidida, criativa ou corajosa”, afirma. “Elas querem ser poderosas, criam expectativas de todo tipo, mas ainda veem seu eu real ligado a características historicamente femininas. Isso causa angústia.”

Não se trata, aparentemente, de uma crise objetiva, que demande medidas concretas para sua reversão. Parece, antes, uma crise existencial das mulheres. Depois de quatro décadas de mudanças trepidantes, elas talvez precisem resolver que mundo desejam para si mesmas e que papel gostariam de exercer nesse mundo. Enquanto isso não se esclarece, testam, experimentam e, como mostram as pesquisas, sofrem. “O feminismo funciona em ondas”, diz a psicanalista gaúcha Diana Corso, estudiosa do universo feminino e autora do livro A fada no divã. Diana diz que vivemos o “refluxo” da euforia das décadas de 70 e 80, quando as mulheres se libertaram sexualmente e ingressaram com força no mercado de trabalho. “A mulher que emerge desse momento almeja muita coisa: quer ser a melhor mãe, ter uma carreira maravilhosa e um corpo belo e jovem que produza muitos orgasmos”, afirma a psicanalista. “A mulher emancipada ainda é uma novidade social. Como todo novato, exagera na cobrança das realizações. Não se pode estar plenamente satisfeita em tudo.”

A terapeuta corporal paulistana Olga Torres é bom exemplo das ambiguidades do mundo feminino. Aos 35 anos, ela admite que não descobriu os caminhos que a farão feliz. Casou-se aos 20 anos e, por uma década, preferiu cuidar apenas da casa. Com o tempo, sentiu que precisava trabalhar. Arrumou um emprego e voltou a estudar. A mudança na vida a dois acabou minando seu casamento. Agora vive a experiência inversa: realizada no trabalho, sente falta de ter uma família. E filhos. “Sei que eu não me contento com pouco. Não quero um homem qualquer, mas alguém que seja companheiro e, desta vez, entenda que minha carreira é fator de realização”, diz. Ela admite, também, que as mulheres ainda não sabem o que fazer com tantas opções. “A liberdade de escolha traz um peso enorme.”

Os homens sabem disso há muito tempo. A liberdade masculina, através dos séculos, sempre teve como contrapartida uma carga elevada de responsabilidade e angústia. Isso talvez explique por que os homens brasileiros vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. Ser dono de si, chefe da família, chefe no trabalho ou líder do país são tarefas estressantes – às quais se somam angústias e insatisfações íntimas, que têm de ser relegadas em nome do resto. Essas são contradições e dificuldades que as mulheres começaram a vivenciar apenas nas últimas décadas.

Será que os conservadores, que sempre atacaram o feminismo
como antinatural, teriam razão?

(…)

Fonte: Época.

 

A mulher, indo na contramão da sua natureza, feita para a maternidade e para a doação incondicional, não se realiza e se angustia…  renegam características femininas, tentam se masculinizar… lógico que isso gera insatisfação com o tempo…

Formação : Teologia do Corpo – Em Niterói.

16/10/2009 por Maite

 

TOBniteroi

O que querem as mulheres afinal ?!

11/10/2009 por Maite

 

Como mãe de um rapaz de 11 anos, eu me preocupo com como ele enxerga as meninas, como se relaciona com elas, o ensino a ser respeitoso… mas o futuro reserva a ele um cenário confuso… afinal, o que querem as mulheres ??!! O homem de hoje se sente perdido no meio de tantos sinais contraditórios que elas emitem…  o texto abaixo, retirado do blog de Sílvio Koerich, pode ter uma linguagem dura, mas fala grandes verdades, por isso o transcrevi.

 


No começo do ano eu publiquei um artigo em um jornal chamado “Criança-Homem na Terra Prometida.” O artigo gerou uma corrente enorme de e-mails e respostas via blog, na maioria de homens jovens que não gostaram do título (uma referência ao romance de Claude Brown de 1965, Homem-Criança na Terra Prometida) ou da tese do artigo: Que muitos jovens homens solteiros (JHS) estavam em um limbo entre a adolescência e a vida adulta, afastando casamento e crianças, gastando suas horas de lazer assistindo reprises de South Park, maratonas do jogo World of Warcraft e listas das 10 melhores cenas de peidos do cinema.

Seria fácil dizer que a forte resposta masculina ao meu artigo seria prova da existência da Criança-homem. Mas a verdade é que as objeções dos que responderam me fizeram pensar. O argumento deles, na realidade, era de que o jovem homem solteiro (JHS) está deixando de lado símbolos tradicionais da vida adulta – uma esposa, 2 filhos, 3 banheiros – não porque ele é imaturo mas porque ele está furioso. Ele está furioso porque ele pensa que mulheres jovens são desonestas, egoístas, vadiazinhas, manipulativas, fúteis, controladoras e interesseiras. Ele está furioso porque ele pensa que a cultura atual insulta tudo o que é masculino. Ele está furioso porque ele acha que o casamento é um péssimo negócio para os homens

Aqui temos o relato de Jeff que mora na Florida: “Eu não vou me comprometer com uma mulher que está mais preocupada com seu abdômen, coxas, tríceps e cirugias plásticas. Uma mulher que pareceu esquecer que já passou do ensino médio e que está na hora de se comportar apropriadamente.” Veja mais um dos meus respondentes, Alex: “Talvez nós nos dedicamos tanto aos vídeo-games não porque estamos tentando fugir das responsabilidades de “um cara crescido” mas porque eles são melhores companias do que uma vadia de balada cheia de doenças que está apenas atrás de grana e se aproveitar de mim.” Vai mais uma? Esta resposta é de Dean da Califórnia: “Homens estão finalmente acordando para o fato atual que casamento tradicional, ou um relacionamento sério, com todos seus requerimentos sociais de ser uma carteira com pernas pras mulheres, é uma escravidão vazia e sem sentido.” Você pode encontrar os mesmos temas em diversos sites como “MulheresAmericanasFedem”, Não ao Casamento, MGTWO (homens seguindo seu próprio caminho), e Solteiro Eterno (dando a mulher moderna o marido que elas merecem: Nenhum”).

A razão para todo esta raiva, eu admito, é que o campo da paquera, conquista e namoro está um caos.Jovens homens solteiros da era pós-feminista estão sob fogo e perdidos em uma Babel de expectativas femininas obscuras, semi-conscientes, estranhas e contraditórias que são alternadamente ao mesmo tempo igualitárias e recatadamente tradicionais. E porque o homem e mulher de classe média estão deixando o casamento pros seus 30 anos enquanto buscam pós-graduações, doutorados ou seu primeiro super salário, as oportunidades para desilusões amorosas e humilhações são enormes. Diante dessas duras condições, homens jovens estão procurando uma nova estrutura para entender o que as mulheres querem. Até agora, a explicação deles dificilmente irá satisfazer ninguém – seja as mulheres, ou no longo prazo, eles mesmos.

Homens e mulher foram provavelmente um mistério para ambos desde que os humanos estavam em árvores; uma razão para as pessoas criarem tantas regras no cortejo e paquera era porque eles precisavam alguma maneira de alcançar a grande divisão sexual. No começo do século 20, as coisas evoluíram a tal ponto que nos EUA, em qualquer contexto, um homem sabia o seguinte: Ele deveria ligar para um encontro; ele deveria pegar a mulher na casa dela; ele deveria levá-la para um encontro para dançar, cinema, ou tomar sorvete; se o encontro fosse legal, ele deveria ligar para remarcar outro; e em algum ponto se o relacionamento ficasse sério o suficiente – ou a mulher engravidasse – ele deveria pedir a mulher em casamento. Claro, estas regras poderiam terminar numa crise de meia idade mas a vantagem é que qualquer pessoa com um Q.I emocional acima de 70 poderia seguir.

Hoje em dia, porém, não há padrão para encontros e cortejos, ou algo parecido. Os homens estão diante de uma situação – e não estou exagerando – nova na história. Nunca antes os homens cortejaram mulheres que teoricamente são seus iguais – socialmente, profissionalmente e sexualmente. (Nota de Silvio: Idiotice essa parte)

Quando os homens alcançam seus 20 anos, eles tem anos de experiência com as mulheres sendo suas competidoras iguais na escola, campos de futebol e mesmo na cama. Nada de errado se eles então presumem que as mulheres que eles encontram estão atrás das mesmas coisas que eles: Indpendencia financeira, sucesso profissional e sexo.

Mas quando um JHS entra em uma balada ou bar e vê uma mulher bonita, acaba que não tem nada disso.A mulher pode estar querendo apenas sexo, mas também estar querendo um marido, padrasto pro filho, doador de esperma, relacionamento, ménage a trois, ou lugar temporário pra morar. Ela pode querer uma coisa em Novembro e outra no Natal.

“Eu passei por fases da minha vida onde eu pulo entre monogamia serial, relacionamentos muito sérios e sexo casual extremo,” escreve Megan Carpentier em um site popular para mulheres jovens. “Eu transei com caras no primeiro encontro mas já apenas dormi do lado de homens no primeiro encontro, permiti a homens não mais que um beijo no rosto, já beijei caras antes mesmo do encontro no carro dele, fodi com uns amigos próximos e, mais raramente, dormi com um cara que eu não me importaria de vê-lo nunca mais.” Beleza, pensa o homem comum com seus parcos poderes psíquicos, o que será hoje a noite madame?

De fato os homens jovens encontram uma absurda quantidade de expectativas femininas e desejos. Algumas mulheres se sentem confortáveis em perguntar “Qual o seu nome mesmo?” quando olham um cara pela manhã. Mas muitas outras estão a procura do príncipe encantado.

No seu livro sobre relacionamento, Jillian Straus descobriu que as mulheres tem scripts pessoais – idéias e manuais de como o homem deveria agir, como levar sua paquera até a porta de casa ou ajudá-la com a jaqueta. Straus descreve a história de uma jornalista de 26 anos de nome Lisa que teve um encontro com um assistente social de 29 anos.

Quando ele chega na porta, ela está encantada que ele é bonito como disse. Mas quando eles vão ao carro, ele faz seu primeiro erro: “ele não abre a porta do carro pra ela. Erro número 2 vem depois: “Então o que você gostaria de fazer” ele pergunta. “A idéia dela de encontro é que um homem planeje a noite e conduza a mulher,” explica Straus. Mas como o pobre assistente social tem que saber disso? De fato, “O-cara-que-não-abre-a-porta-do-carro poderia ser detonado por uma colega de trabalho por ter exatamente segurado a porta do escritório pra ela passar no dia anterior.

A confusão cultural atinge o auge quando a conta do jantar chega. A questão de quem paga é matéria de discussões intermináveis nas centenas de sites de namoro na internet. O consenso geral entre as mulheres é que o homem deveria pagar no primeiro encontro: Elas enxergam como uma maneira dele demonstrar interesse. Muitos homens concordam mais outros acham a presunção confusa. Não são os sexos iguais? De fato, neste estágio de suas vidas, as mulheres estão em melhor posição de pagar. De acordo com estudo de 2005 as mulheres ganham mais que homens em diversas cidades.

Claro, as mulheres podem convidar pra um encontro um homem e pagar a conta sem problemas. Mas isto não clarifica as coisas, homens reclamam. As mulheres tem um abordagem confusa nos papéis sexuais. Elas podem ser todas “deixe-me pagar pelas entradas do cinema” na sexta a noite e “Só uma rosa? Só isso?” no dia dos namorados. Isto não é igualdade dizem os homens; É a confirmação dos privilégios femininos e, pior, capricho.

“As mulheres claramente decidiram que querem ter tudo,” Kevin escreve. “Elas querem competir igualmente, e ter os privilégios da geração de sua mãe. Elas querem a posição de executiva, E a possibilidade de ser dona de casa com as crianças e depois voltarem ao mercado de trabalho na mesma posição ou acima da onde elas deixaram. Elas querem o cafajeste badboy e o metrossexual.

Pastoral da Terra apoiando o MST: Lamentável !

08/10/2009 por Maite

 

Ações do MST em fazenda de laranja:

Destruiram uma plantação quase pronta;
Roubaram combustíveis;
Roubaram toda a casa de um funcionário da fazenda;
Destruiram equipamentos e maquinário agrícola, colocando inclusive terra nos motores;
Roubaram agrotóxicos;
Pixaram as paredes das construções da fazenda;
ETC

Resumo: são terroristas, sequestradores, ladrões, criminosos como qualquer outros que praticam tais atos.

O que eles alegam como reforma agrária é a "zona improdutiva com fins de especulação imobiliária". Será que  destruíram tudo para a empresa falir (uma vez que sem as condições técnicas para manter a produção, mesmo com o recebimento de seguro, o golpe foi grande) e futuramente ter acesso a essas terras "por direito" ?

Agora, o pior: A Pastoral da Terra apoiar essas ações !! Já mandei meu protesto.

From Maite Tosta <maitetosta@gmail.com>
to doutrinadafe@cnbb.org.br,
imprensa@cnbb.org.br,
pastoralsocial@cnbb.org.br,
secgeral@cnbb.org.br,
gma@atarde.com.br
date Thu, Oct 8, 2009 at 12:34 PM
subject Apoio ao MST por parte da Pastoral da Terra (CPT)
mailed-by gmail.com
Eminentíssimo senhor Cardeal e Arcebispo Primaz, Prezados Senhores,
Paz e Bem !
Foi divulgada pela imprensa nota da CPT apoiando as recentes ações do MST:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/07/pastoral-da-terra-defende-ocupacao-de-fazenda-feita-pelo-mst-767952539.asp
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4027180-EI306,00-Pastoral+da+terra+defende+ocupacao+de+fazenda+de+laranja+realizada+pelo+MST.html
Me uno à indignação de muitos católicos, fazendo minhas as palavras do Blogueiro Jorge Ferraz, de Recife, PE, em seu blog http://www.deuslovult.org/2009/10/07/cnbb-e-mst/
"Até onde me consta, a CPT é uma pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, como pode ser visto no site da Conferência. Aliás, clicando-se no link da Pastoral da Terra que se encontra na página supracitada, chega-se a esta outra, onde se pode ler que a CPT foi “convocada pela memória subversiva do Evangelho” e busca “ser fiel ao Deus dos pobres”. Na minha catequese, aprendi que nem o Evangelho é “subersivo” e nem muito menos Deus faz distinção de pessoas. Qual é a fé da CPT? Obviamente não é a Fé Católica.
A Nota Pública da Comissão pode ser lida na íntegra aqui.
“Como entender, então, que ainda hoje, alguns padres, e até mesmo alguns bispos, apóiem esse nefasto movimento e suas ações depredadoras?”, pergunta o professor Felipe no seu blog acima linkado. “Que alguém nos responda”."
Deixo aqui registradas minha indignação, tristeza e meu protesto contra a atitude da Pastoral da Terra, que está em frontal discordância com a doutrina social da Igreja Católica; esta nada tem a ver com o Marxismo pregado por essa e várias outras pastorais sociais vinculadas à CNBB.
Me despeço, em Cristo,

[]s,
Maite Tosta

Missa Tridentina no Outeiro da Glória – Carta de leitor do Rio.

08/10/2009 por Maite

 

Originalmente publicado em Fratres in Unum.

 

Caro editor do Fratres in Unum, peço que publique uma nota sobre a Missa Tridentina no Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro. Por enquanto, a Santa Missa está sendo celebrada apenas uma vez por mês, aos sábados, às 12:30h. A próxima será no dia 17 de outubro, também às 12:30h.

Nossa Missa no Rio de Janeiro ainda está ligeiramente incerta. Precisamos divulgá-la o máximo possível, para a nossa própria sobrevivência, visto que, com raras e inoperantes exceções, ainda não temos sacerdotes que saibam celebrá-la e que, sobretudo, AMEM esse rito.

No último dia 19 de setembro, ao final da Missa, celebrada pelo Pe. José  Edilson, que proferiu um sermão maravilhoso sobre liberdade religiosa e o verdadeiro ecumenismo (traduzindo verdadeiramente o ensino católico sobre esses temas), Monsenhor Costa Couto avisou que, por enquanto, a Missa seria celebrada uma vez por mês, porque éramos poucose porque não havia acólitos preparados para ajudar na Missa(além do único rapaz que lá estava).

Diante disso, gostaria de fazer um apelo através do seu blog: a) que os rapazes do RJ que queiram atuar como acólito na Missa do Outeiro procurem o Pe. José Edílson na Missa do dia 17 de outubro e se prontifiquem a aprender como acolitar; 2) que todos os leitores do RJ, na medida do possível, compareçam e divulguem essa missa. Vamos solucionar essas duas condições apresentadas por Monsenhor Costa Couto para termos mais Missas durante o mês. Vamos ver se o problema é realmente este. A igreja do Outeiro é relativamente pequena e não precisa muito para enchê-la.

Independente da ideologia do celebrante escolhido pela Arquidiocese, o que está em jogo é a divulgação do rito tradicional. Podemos afirmar com toda a certeza que as vias informativas da Arquidiocese certamente não têm nenhum interesse em divulgar a Missa Tridentina. Somos apenas tolerados, como acontece em outras cidades próximas. Não seremos alvo de manchetes nem fotos de eventos diocesanos. Se não agirmos corretamente, corremos o risco de permanecer em guetos virtuais ou sermos segregados do resto da diocese, assistindo Missa em locais e horários inconvenientes (em igrejas não paroquiais, longe dos olhos dos fiéis “normais”), cujo resultado final poderá ocasionar o esmorecimento e a diminuição gradual da comunidade de católicos tradicionais do Rio de Janeiro.

A única maneira de superar esse limbo em que nos encontramos é a divulgação! A divulgação é necessária não somente em relação aos fiéis católicos que não conhecem a beleza e a sacralidade da Missa Tradicional, esse tesouro escondido, mas, especialmente, para despertar o interesse de outros sacerdotes, que com a graça de Deus e um pouquinho de esforço pessoal venham a amar a Missa de Sempre. Assim, esses sacerdotes diocesanos, uma vez encorajados por um precedente, poderão levá-la às suas paróquias, onde ela verdadeiramente poderá florescer, aos DOMINGOS, FESTAS DE GUARDA e dias úteis.

Peço que, se possível, outros blogs também repliquem esse apelo.

Ofereçamos essa intenção em nossos Terços! Rezemos pelo crescimento do catolicismo tradicional no Rio de Janeiro, e que mais sacerdotes descubram a Missa de Sempre! Sejamos ambiciosos e rezemos também para que um dia possamos ter um instituto dedicado à Missa Tradicional no RJ.

Que Nosso Senhor nos ilumine e que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro venha em nosso auxílio.

 

08 de Outubro: Dia do Nascituro

08/10/2009 por Maite

Nascituro é aquele "que há de nascer,(…) o ser humano já concebido, cujo nascimento se espera como fato futuro certo", ensina o Aurélio. Interessante essa definição, ponto de meditação para a humanidade, que não tem considerado o nascimento de muitos, infelizmente milhares e milhares, como "fato futuro certo".

 

unborn

 

Defender a vida desde sua origem é assegurar a nós mesmos que ela não nos será tirada, sob qualquer pretexto, quando formos tão ou mais frágeis que um bebê; proteger o nascituro é proteger a esperança de que o homem possa aprender a valorizar o que é pequeno, aparentemente desprovido de importância, dependente e frágil. É proteger também a criança já nascida, as mães abandonadas e carentes de sustento e afeto, os doentes, os idosos, tudo, enfim, que já fomos e ainda podemos vir a ser. (Negócios de Família)

Cristo faz a vida livre, bela e grande e o reino de Deus é reino de vida. Somos chamados a ser profetas da vida, porque o projeto salvífico de Deus é um projeto de vida. O mandamento “não matarás” (Ex 20,13) é revelação da vontade divina e expressão da lei inscrita na natureza humana. O direito à vida precede quaisquer outros direitos. Todas as culturas reconhecem o valor inviolável da vida. (Dom Orlando Brandes)

O que o aborto mata é um ser humano único, irrepetível, belo, imagem de Deus, a “glória de Deus” como dizia S. Irineu (†202); não existe “pré-embrião”. Quando se mata friamente uma criança no ventre materno, a mulher se rebaixa, a humanidade fica mais pobre, mais decadente e mais destruída em sua dignidade; e cada um de nós fica um pouco mais pobre.

Não podemos cair no gravíssimo pecado de omissão, como dizia Luther King: “tenho medo do silêncio dos bons”; ou como dizia Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”.

Se a desgraça do aborto for um dia legalizado no Brasil, todos nós católicos seremos um pouco culpados diante do Senhor da Vida. Ele irá nos perguntar: o que você fez para me defender? “O que fizerdes ao menor desses pequeninos, foi a Mim que o fizeste?”(Mt 18,5; Mc 10,13). Quando se aborta uma criança, de certa forma se “aborta” o próprio Cristo; é por isso que o Código de Direito Canônico da Igreja considera excomungado da Igreja (“látea sententiae”) os pais que abortam uma criança e todos os que cooperam com o crime: médicos, enfermeiros, juizes,… (cf. Cânon 1398)  (Prof. Felipe Aquino)