O namoro de Mariana (nome fictício), de 16 anos, começou como qualquer outro relacionamento adolescente mas terminou com problemas de gente grande. No início do relacionamento, o rapaz de 24 anos, seu primeiro namorado, era calmo e presente. Quatro meses depois, ele se tornou autoritário, ciumento, controlador e violento, a ponto de agredi-la verbal e fisicamente diversas vezes. O namoro acabou há nove dias, quando ele, depois de uma crise de ciúmes, bateu na adolescente, grávida de três meses.
— Depois do banho, fui para meu quarto e, ainda nua, ele começou a me bater e dar tapas. Só não deu um soco na minha barriga porque eu me esquivei. Liguei para a polícia, então, ele pegou o celular e jogou na minha cabeça. Não satisfeito, quebrou o videogame nas minhas costas — conta Mariana. — Ele me xingava com frequencia e já me agrediu na frente dos meus amigos.
O caso da adolescente não é isolado. De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 85% das adolescentes já viveram formas de violência no namoro, mesmo em relacionamentos de curta duração, como o “ficar”. Na pesquisa, feita com pessoas de 15 a 19 anos das cinco regiões do Brasil, beliscões, empurrões, tapas, xingamentos e ofensas, inclusive pela internet, foram as agressões mais citadas nos 3.205 questionários respondidos.
— A violência verbal e emocional foram as formas mais citada pelos meninos e meninas, ou seja, em torno de 85% dos jovens do estudo disseram praticar e sofrer esse tipo de agressão. É importante pensarmos que, independentemente de números, esse tipo de agressão nas relações de namoro e de ficar podem ser preditoras para a violência conjugal na vida adulta — alertou a pesquisadora Kathie Njaine, autora do estudo.
Segundo a professora e coordenadora do Núcleo de Saúde Reprodutiva e Trabalho Feminino da Escola de Serviço Social da UFRJ, Ludmila Fontenele Cavalcanti, as meninas não notam que estão em um relacionamento agressivo:
— Elas têm dificuldade de perceber que estão em um namoro violento. Depois, chegam a um ponto que fica difícil de sair. Elas têm medo de terminar e serem difamadas ou excluídas do grupo de amigos.
Fonte: Extra Online.
A visão hedonista do mundo que impõem a nossos jovens, a ciranda do “ficar”, o sexo “seguro”, as roupas provocantes que parecem oferecer nossas filhas em uma bandeja… transformam a mulher em objeto – troféu, brinquedo sexual e saco de pancadas.
Vejam a estatística grifada… é muito alta para ignorarmos !
Pais… precisamos ensinar nossos filhos a respeitarem e a exigirem respeito… minha filha precisa saber que um namorado que bate nela, não a ama e não a merece, e que ela não precisa passar por isso !!
04/10/2009 às 20:53
A questão dos homens nos ver como objeto tinha que ser mais trabalhada pelos grupos feministas ao invés de ficarem com este frisson insano de aborto,que não resolve em nada nosso problema.O combate á prostituição,pornografia e revistas masculinas,que são consideradas “liberdade de expressão” nos traria mais resultados.Porém,ao invés disso,o que vejo são “feministas” encorajando as mulheres a se vulgarizarem das mais diversas formas sob a alcunha de “liberdade sexual”.Aí realmente fica difícil lutar pelas mulheres numa nação em que pousar nua é esperteza….
05/10/2009 às 11:30
Isolda, falaste tudo!!!
Os pais têm que pedir muita sabedoria e perseverança a Deus, pois com uma super-mega-hiper oferta de pornografia como algo “natural” e “legal” vinda de pseudo modelos-manequins-atrizes, fica difícil manter-se firme contra essa prática. Dia desses vi uma notinha de 3 irmãs que foram fazer um “ensaio fotográfico sensual” acompanhadas pelo pai “orgulhoso”. Difícil, né? Quanta cegueira nesse mundo!
Em relação ao aborto, ele lança a mulher num ciclo ainda maior de desamparo, pois se ela decide ter o bebê, aí que será mais ainda alvo de descaso, abandono e violência por parte de seus companheiros.
Mas eu já cheguei à conclusão de que feminista gosta é de homem. Mulher, para elas, é para ser usada e jogada fora.
13/10/2009 às 14:33
Eu tenho amigas, pessoas próximas, que passaram por problemas como esse. No namoro!
Tá brabo!
13/10/2009 às 17:00
A mulher passa a ser tratada como objeto desde o momento em que se referem a ela como “gostosa”, isto porque atribuímos gosto àquilo que é sensível, aqui no caso, quando a mulher é considerada somente como “corpo”. Claro que podemos usar este termo por analogia, como por exemplo eu falar que ler o blog da Maite é gostoso, rs, mas é evidente que não é neste sentido que muitos homens se referem às mulheres.
Quem sabe teríamos boas surpresas e uma mudança de comportamento se se passasse a notar muito mais quando uma mulher tem uma conversa gostosa do que um corpo teoricamente assim. Quando este último sentido predomina, inevitavelmente a mulher será tratada como objeto. E aí continuaremos a ler notícias tristes como esta…