Nascituro é aquele "que há de nascer,(…) o ser humano já concebido, cujo nascimento se espera como fato futuro certo", ensina o Aurélio. Interessante essa definição, ponto de meditação para a humanidade, que não tem considerado o nascimento de muitos, infelizmente milhares e milhares, como "fato futuro certo".
Defender a vida desde sua origem é assegurar a nós mesmos que ela não nos será tirada, sob qualquer pretexto, quando formos tão ou mais frágeis que um bebê; proteger o nascituro é proteger a esperança de que o homem possa aprender a valorizar o que é pequeno, aparentemente desprovido de importância, dependente e frágil. É proteger também a criança já nascida, as mães abandonadas e carentes de sustento e afeto, os doentes, os idosos, tudo, enfim, que já fomos e ainda podemos vir a ser. (Negócios de Família)
Cristo faz a vida livre, bela e grande e o reino de Deus é reino de vida. Somos chamados a ser profetas da vida, porque o projeto salvífico de Deus é um projeto de vida. O mandamento “não matarás” (Ex 20,13) é revelação da vontade divina e expressão da lei inscrita na natureza humana. O direito à vida precede quaisquer outros direitos. Todas as culturas reconhecem o valor inviolável da vida. (Dom Orlando Brandes)
O que o aborto mata é um ser humano único, irrepetível, belo, imagem de Deus, a “glória de Deus” como dizia S. Irineu (†202); não existe “pré-embrião”. Quando se mata friamente uma criança no ventre materno, a mulher se rebaixa, a humanidade fica mais pobre, mais decadente e mais destruída em sua dignidade; e cada um de nós fica um pouco mais pobre.
Não podemos cair no gravíssimo pecado de omissão, como dizia Luther King: “tenho medo do silêncio dos bons”; ou como dizia Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”.
Se a desgraça do aborto for um dia legalizado no Brasil, todos nós católicos seremos um pouco culpados diante do Senhor da Vida. Ele irá nos perguntar: o que você fez para me defender? “O que fizerdes ao menor desses pequeninos, foi a Mim que o fizeste?”(Mt 18,5; Mc 10,13). Quando se aborta uma criança, de certa forma se “aborta” o próprio Cristo; é por isso que o Código de Direito Canônico da Igreja considera excomungado da Igreja (“látea sententiae”) os pais que abortam uma criança e todos os que cooperam com o crime: médicos, enfermeiros, juizes,… (cf. Cânon 1398) (Prof. Felipe Aquino)
Tags: Aborto, defesa da vida, nascituro
08/10/2009 às 13:52
“Quando se aborta uma criança, de certa forma se “aborta” o próprio Cristo” – a pura verdade!!
Deus e Nossa Senhora abençoem os bebês por nascer!