Missa Tridentina no Outeiro da Glória – Carta de leitor do Rio.

By Maite

 

Originalmente publicado em Fratres in Unum.

 

Caro editor do Fratres in Unum, peço que publique uma nota sobre a Missa Tridentina no Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro. Por enquanto, a Santa Missa está sendo celebrada apenas uma vez por mês, aos sábados, às 12:30h. A próxima será no dia 17 de outubro, também às 12:30h.

Nossa Missa no Rio de Janeiro ainda está ligeiramente incerta. Precisamos divulgá-la o máximo possível, para a nossa própria sobrevivência, visto que, com raras e inoperantes exceções, ainda não temos sacerdotes que saibam celebrá-la e que, sobretudo, AMEM esse rito.

No último dia 19 de setembro, ao final da Missa, celebrada pelo Pe. José  Edilson, que proferiu um sermão maravilhoso sobre liberdade religiosa e o verdadeiro ecumenismo (traduzindo verdadeiramente o ensino católico sobre esses temas), Monsenhor Costa Couto avisou que, por enquanto, a Missa seria celebrada uma vez por mês, porque éramos poucose porque não havia acólitos preparados para ajudar na Missa(além do único rapaz que lá estava).

Diante disso, gostaria de fazer um apelo através do seu blog: a) que os rapazes do RJ que queiram atuar como acólito na Missa do Outeiro procurem o Pe. José Edílson na Missa do dia 17 de outubro e se prontifiquem a aprender como acolitar; 2) que todos os leitores do RJ, na medida do possível, compareçam e divulguem essa missa. Vamos solucionar essas duas condições apresentadas por Monsenhor Costa Couto para termos mais Missas durante o mês. Vamos ver se o problema é realmente este. A igreja do Outeiro é relativamente pequena e não precisa muito para enchê-la.

Independente da ideologia do celebrante escolhido pela Arquidiocese, o que está em jogo é a divulgação do rito tradicional. Podemos afirmar com toda a certeza que as vias informativas da Arquidiocese certamente não têm nenhum interesse em divulgar a Missa Tridentina. Somos apenas tolerados, como acontece em outras cidades próximas. Não seremos alvo de manchetes nem fotos de eventos diocesanos. Se não agirmos corretamente, corremos o risco de permanecer em guetos virtuais ou sermos segregados do resto da diocese, assistindo Missa em locais e horários inconvenientes (em igrejas não paroquiais, longe dos olhos dos fiéis “normais”), cujo resultado final poderá ocasionar o esmorecimento e a diminuição gradual da comunidade de católicos tradicionais do Rio de Janeiro.

A única maneira de superar esse limbo em que nos encontramos é a divulgação! A divulgação é necessária não somente em relação aos fiéis católicos que não conhecem a beleza e a sacralidade da Missa Tradicional, esse tesouro escondido, mas, especialmente, para despertar o interesse de outros sacerdotes, que com a graça de Deus e um pouquinho de esforço pessoal venham a amar a Missa de Sempre. Assim, esses sacerdotes diocesanos, uma vez encorajados por um precedente, poderão levá-la às suas paróquias, onde ela verdadeiramente poderá florescer, aos DOMINGOS, FESTAS DE GUARDA e dias úteis.

Peço que, se possível, outros blogs também repliquem esse apelo.

Ofereçamos essa intenção em nossos Terços! Rezemos pelo crescimento do catolicismo tradicional no Rio de Janeiro, e que mais sacerdotes descubram a Missa de Sempre! Sejamos ambiciosos e rezemos também para que um dia possamos ter um instituto dedicado à Missa Tradicional no RJ.

Que Nosso Senhor nos ilumine e que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro venha em nosso auxílio.

 

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2 Respostas para “Missa Tridentina no Outeiro da Glória – Carta de leitor do Rio.”

  1. Luís Guilherme Disse:

    Mandei isto ao Fratres:

    Caro sr. Ferretti

    Na página http://fratresinunum.com/2009/10/08/carta-de-leitor-do-rio-de-janeiro
    contendo uma carta de um leitor do Rio de Janeiro, o missivista
    insinua, ainda que com sutileza ímpar, que Mons. Sérgio Costa Couto
    poderia ter motivos para não querer a Missa tridentina ou ainda que
    tivesse uma “ideologia” contrária a ela.

    Em defesa sua reverendíssima, afirmo que ele é o sacerdote mais
    equilibrado que já conheci em toda minha vida. Ele ama sim a Tradição
    da Igreja e a Missa tridentina, mas não cai em ataques inócuos contra
    o magistério e a hierarquia eclesiástica, como certos
    tradicionalistas. Se faz “pressão”, creio que seja para que se
    estabilize, de fato, a forma extraordinária no Rio de Janeiro. É um
    padre para quem latim não é uma coisa estranha, e a liturgia é uma
    jóia a ser preservada da corrosão.

    Pretendia comentar no blogue, mas parece que a caixa está fechada
    durante o seu recesso, então fiz questão de enviar este email.

  2. Maite Disse:

    Luís Guilherme, pelo que conheço do Monsenhor Sérgio, concordo 100% com você. Os tradicionalistas têm ressalvas quanto a essa Missa por ela estar sendo promovida pela arquidiocese, e creio que a intenção do Julio era deixar claro que a realização da Missa precisa estar acima dessas divergências. De qualquer forma, oportuníssima sua intervenção.

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