Posts com Tag ‘Aborto’

08 de Outubro: Dia do Nascituro

08/10/2009

Nascituro é aquele "que há de nascer,(…) o ser humano já concebido, cujo nascimento se espera como fato futuro certo", ensina o Aurélio. Interessante essa definição, ponto de meditação para a humanidade, que não tem considerado o nascimento de muitos, infelizmente milhares e milhares, como "fato futuro certo".

 

unborn

 

Defender a vida desde sua origem é assegurar a nós mesmos que ela não nos será tirada, sob qualquer pretexto, quando formos tão ou mais frágeis que um bebê; proteger o nascituro é proteger a esperança de que o homem possa aprender a valorizar o que é pequeno, aparentemente desprovido de importância, dependente e frágil. É proteger também a criança já nascida, as mães abandonadas e carentes de sustento e afeto, os doentes, os idosos, tudo, enfim, que já fomos e ainda podemos vir a ser. (Negócios de Família)

Cristo faz a vida livre, bela e grande e o reino de Deus é reino de vida. Somos chamados a ser profetas da vida, porque o projeto salvífico de Deus é um projeto de vida. O mandamento “não matarás” (Ex 20,13) é revelação da vontade divina e expressão da lei inscrita na natureza humana. O direito à vida precede quaisquer outros direitos. Todas as culturas reconhecem o valor inviolável da vida. (Dom Orlando Brandes)

O que o aborto mata é um ser humano único, irrepetível, belo, imagem de Deus, a “glória de Deus” como dizia S. Irineu (†202); não existe “pré-embrião”. Quando se mata friamente uma criança no ventre materno, a mulher se rebaixa, a humanidade fica mais pobre, mais decadente e mais destruída em sua dignidade; e cada um de nós fica um pouco mais pobre.

Não podemos cair no gravíssimo pecado de omissão, como dizia Luther King: “tenho medo do silêncio dos bons”; ou como dizia Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”.

Se a desgraça do aborto for um dia legalizado no Brasil, todos nós católicos seremos um pouco culpados diante do Senhor da Vida. Ele irá nos perguntar: o que você fez para me defender? “O que fizerdes ao menor desses pequeninos, foi a Mim que o fizeste?”(Mt 18,5; Mc 10,13). Quando se aborta uma criança, de certa forma se “aborta” o próprio Cristo; é por isso que o Código de Direito Canônico da Igreja considera excomungado da Igreja (“látea sententiae”) os pais que abortam uma criança e todos os que cooperam com o crime: médicos, enfermeiros, juizes,… (cf. Cânon 1398)  (Prof. Felipe Aquino)

Feminismo: Falsa Ajuda às Mulheres e Morte aos Bebês

29/09/2009

Feministas pela Vida: Enfrente a Escolha, por Melissa Ohden.

15/09/2009

 

A Organização Feminists for Life.Org tem, em seu website e usuário no YouTube, vídeos, depoimentos e artigos que expõem a farsa que é o “direito de escolha”. Neste vídeo, Melissa Ohden, uma sobrevivente do aborto, conta que sua mãe biológica decidiu abortá-la não por escolha própria, mas justamente por achar que não tinha outra escolha.

Essa organização defende a criação de uma rede de apoio e recursos para as grávidas, em especial as adolescentes e universitárias, incluindo creches e assistência à maternidade, de forma que não pensem que precisam escolher entre sua vida e a de seu filho.

O depoimento de Melissa é comovente, e a câmera focaliza as reações da platéia. As legendas foram feitas por mim mesma, por isso, não estão nenhuma “brastemp”, pelo que peço desculpas pela inexperiência e inabilidade. No entanto, creio que o melhor do vídeo está preservado. Confiram !

[DEFESA DA VIDA] Cariocas e Niteroienses – Help!!

31/08/2009

 

Para quem não sabe, acontecerá amanhã, em Niterói, um "Simpósio em defesa da vida – aborto e direitos humanos."
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O encontro é promovido pelo DCE da Universidade Federal Fluminense – local do simpósio – e a ONG (que de "Não-Governamental" só tem o nome) "Católicas pelo direito de decidir" (ou mais corretamente "Pagãs pelo direito de matar").
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Haverá lá dois defensores da vida tentando contrapor, mas será difícil, então pedimos a quem puder, que compareçam ao evento, precisamos mostrar que há sim, valorosos defensores da vida no Rio, Niterói e adjacências…
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No simpósio haverá um debate às 10h, uma mostra de filmes às 14h e outra às 18h, na FACULDADE DE DIREITO DA UFF (Rua Presidente Pedreira, 62 – Ingá. CEP: 24210-470 – Niterói/RJ. Telefone: (0xx21) 2629-9637) Quem puder estar presente a pelo menos um dos eventos, estará ajudando muito !

Aborto: Questão de Saúde Pública

31/08/2009

 

Por Lenise Garcia

É recorrente o argumento de que é preciso encontrar solução para o aborto, porque se trata de uma questão de saúde pública. Colocado dessa forma, concordo plenamente.

Não penso, entretanto, que a solução possa estar na chamada descriminalização, pois isso só faria agravar o problema, como vem ocorrendo em outros países.

Diz o Ministério da Saúde que acontecem no Brasil entre 1 e 1,5 milhão de abortos por ano. Escapa-me como pode ser feita essa estatística, tratando-se de prática clandestina, mas tomemos a afirmativa como verdadeira. Uma prática que ceifa 1,5 milhão de vidas por ano é, certamente, grande problema de saúde pública. Nenhuma doença tem números tão altos. No Brasil e no mundo, o aborto é hoje a maior causa mortis. Não entra nas estatísticas, já que a criança não nascida não é registrada, não tem nome nem atestado de óbito, mas a falta de registro não muda o fato de que ela viveu – por maior ou menor tempo – e morreu, deixando uma história gravada na memória de seus pais e de outras pessoas. Essas existências truncadas trazem grande ônus social, ao qual pouca atenção se presta.

O aborto também traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumante, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.

No caso do aborto, a legalização evitaria algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina.

Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente.

Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.

Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de estresse pós-trauma; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.

Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo.

Em dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido.

O coordenador do trabalho, dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.

Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo.

Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha "demasiados abortos". Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que dobrou. Entre 2006 e 2007, houve incremento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já haviam abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isso demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é "percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar sequelas físicas e psicológicas".

Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebro-vasculares, complicações hepáticas e câncer de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.

A solução não está em facilitar o aborto, legalizando-o, mas, pelo contrário, em inibi-lo. Manter a legislação vigente, acabar com a impunidade das clínicas e da venda clandestina de abortivos e, principalmente, fazer um trabalho educativo de valorização da vida. É nesse contexto que se situa o projeto cultura, cidadania e vida, que aconteceu em Brasília de 27 a 30 deste mês, encerrando-se com a 3ª Marcha da Cidadania pela Vida. Uma marcha alegre, que se encerrou com show de Elba Ramalho, mostrando que a vida "é bonita, é bonita e é bonita”.

LENISE GARCIA: DOUTORA EM MICROBILOGIA , PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA CELULAR DA UNB, PRESIDENTE DO MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADE PELA VIDA.

Fonte: Agência UnB

Católico pode votar na Dilma ?

21/08/2009

 

Dilma

Créditos da Foto: O Possível e o Extraordinário.

Votar em um abortista é uma forma de cooperação com o mal?

“Bem, na verdade é, é uma forma de cooperação, porque, ao votar, colocamos uma pessoa no cargo. E as pessoas dizem, ‘o que vale meu voto’? Bem, seu voto é um voto para colocar no cargo alguém que fará o que é certo e justo, ou alguém que não o fará. E, portanto se você, sabendo que o aborto é um grave crime contra a vida humana – é o assassinato de uma vida humana inocente, indefesa – e você vota em um candidato que afirma que pretende torná-lo mais acessível – a prática do infanticídio – você tem responsabilidade. Ou seja, você cooperou para a eleição desta pessoa, não há dúvidas sobre isto.”

Arcebispo Raymond Burke

Prefeito da Signatura Apostólica

Fonte: Oblatvs.

A Experiência de um Sacerdote Frente à Mentira do Aborto

19/07/2009

Pe. Alessander Carregari Capalbo

Caríssimos irmãos, há mais ou menos quatro meses, fui procurado por um casal jovem que estava vivendo uma situação muito difícil. Eles tinham recebido a notícia de que ela estava gestando uma criança “anencéfala”.

Diante de tal situação, sentia-me impotente, mas com a convicção de que o Senhor tinha colocado esse casal à minha frente para que eu pudesse ajudá-lo. Confesso que para mim não foi fácil, pois acredito que, no mundo em que nós vivemos, situações como essas são tratadas com muita frieza ou de forma mui simplista. Com efeito, esse caso não fugiu à regra… o médico tinha feito o diagnóstico e já tinha aconselhado o aborto, porque “o objeto que estava dentro dela não era um pessoa, pois não tinha cérebro e não viveria muito tempo”.

A realidade era complexa porque eu me perguntava: “o homem é só cérebro? Como um médico pode estar com a consciência tranqüila, aconselhando a tal monstruosidade?” Sentia que o casal tinha tomado a decisão de fazer o aborto porque estavam impressionados com a explicação e com as fotos mal tiradas que o médico lhes apresentou. Sentia-me impotente, mas com a certeza de que o homem é muito mais que cérebro, que pernas, que braços… o homem tem uma realidade que lhe transcende, que não morre, que é espiritual!

Depois de três horas de conversa e ajudados também por uma médica católica, o casal convenceu-se de que a gravidez deveria ir até o final para experimentar o poder da vida.

Uma das coisas que me impressionaram neste tempo foi ver o semblante da mãe: em todos os momentos transmitia felicidade, paz… E, em alguns momentos, o combate e o medo de como tudo aconteceria, mas sempre ajudados pelo sacramento da eucaristia e o acompanhamento da médica.

Chegou o dia do nascimento de um grande menino. Cheguei cedo ao hospital, pois tinha prometido aos pais batizar a criança assim que viesse ao mundo, porque já sabíamos que o Senhor nos concederia a criança por alguns minutos.

Estava um pouco apreensivo, pois nunca tinha vivido uma experiência tão forte assim. Minha surpresa foi novamente encontrar com a mãe da criança antes do parto e notar que ela acariciava sua barriga, transmitindo naquele momento amor pelo seu filho.

Lembro-me de ter falado para os pais, nesses quatro meses, que deveriam aproveitar o tempo que o Senhor tinha concedido a eles de estarem com a criança, pois para nós, cristãos, somos chamados a viver cada minuto da nossa vida com intensidade porque a nossa existência aqui é muito breve; fomos criados por Deus para estarmos com Ele.

No momento do parto, ao estar novamente com a mãe da criança, encontrei uma mulher muito jovem (mais ou menos 19 anos), de rosto sereno e semblante que transmitia paz. Neste momento, enchi-me de alegria, pois percebi a presença do Senhor que estava com ela, dando-lhe forças para que testemunhasse que nós acreditamos num Deus de vivos e não de mortos, e que, para ele, cada pessoa (seja como seja) é importante e tem um valor grandíssimo.

Quando nasceu o menino, não podia acreditar no que eu estava vendo! Não tinha nada a ver com o que o médico tinha falado para os pais. O bebê tinha o corpinho perfeito, respirava, movimentava os braços, as pernas… pude administrar o sacramento do Batismo e sentir amor por aquela criança que estava com os olhos abertos. No momento em que derramei água na sua cabeça para o Batismo, caíram algumas gotas no seu olho e ele sentiu-se incomodado. Estive todo o tempo de vida com o recém-nascido! O Senhor concedeu-lhe a graça de nascer e de ser amado pelos seus pais e de ser testemunha de Cristo, servo sofredor, que aceitou a vontade de seu Pai naquele hospital. Para as enfermeiras, para os médicos, para os seus pais e, principalmente, para mim, que via naquele neófito a imagem de Cristo!

Foram 36 minutos de vida, durante os quais pude falar, rezar e até mesmo pedir a intercessão no céu por mim, pelos seus pais e pela nossa Paróquia. E assim o Senhor lhe chamou: “Vinde, benditos de meu Pai” (Mt 25, 34). Cumpriu-se a promessa de Cristo: “Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estou também eles estejam comigo para que contemplem minha glória…” (Jo 17,24)

Nunca mais esquecerei este momento tão precioso para mim, à minha vida e ao amadurecimento da minha fé.

Gostaria de que neste momento, estivessem tantos que são a favor do aborto e que me tentassem explicar como é possível defender tal atitude diante de uma pessoa indefesa, seguindo a lógica de que só os perfeitos podem viver. Acredito que tais pessoas nunca experimentaram o amor. A pessoa não é só perna, só braço, só cérebro…

Senhores médicos, senhores políticos e todos aqueles que tem a autoridade de fazer leis, pensem naquilo que vocês estão tentando legalizar, pois aquilo que vocês falam não condiz com a experiência que eu vivi… não nasceu nenhum monstro, mas um filho de Deus que foi amado por Ele, pelos seus pais e por mim.

1 de setembro de 2006
Pe. Alessander Carregari Capalbo
Paróquia Santa Maria dos Pobres – Paranoá – DF
Padre Diocesano de Brasília

Fonte: Pastoralis.

Manobra Abortista do Governo Lula

10/07/2009

 

Presidente Lula demorou em nomear o novo Procurador-Geral da República para permitir que a procuradora-geral interina Deborah Duprat desse parecer favorável para a legalização do aborto de fetos anencefálicos…

Segundo noticiou a Folha de São Paulo de 30 de junho de 2009, o Presidente Lula nomeou somente em 29 de junho próximo passado Roberto Monteiro Gurgel Santos como o novo Procurador-Geral da República. Roberto Gurgel era, até então, Vice-Procurador-Geral da República e o candidato mais votado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, candidato favorito do Procurador-Geral da República Antonio Fernando de Souza e um dos integrantes do grupo que foi formado pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles. Uma das características desse grupo é o de ser grande defensor pró-vida, tanto que Cláudio Fontelles foi o autor da ação que tentou impedir a pesquisa com células-tronco embrionárias no Brasil, ação que acabou sendo rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal em 2008.

Apesar de ter recebido a lista tríplice do Ministério Público bem antes do término do mandato do atual Procurador-Geral, o Presidente Lula adiou propositadamente a nomeação, que ainda tem de ser ratificada pelo Senado Federal. Com essa demora, assumiu a Procuradoria-Geral da República a procuradora Deborah Duprat, de 50 anos, que aproveitou esse período para tomar algumas providências que dificilmente seriam tomadas pelo novo procurador-geral. Por exemplo, ela deu parecer favorável ao aborto de fetos anencefálicos na argüição de descumprimento de preceito fundamental que está em curso no Supremo Tribunal Federal…

Como a decisão de nomeação, segundo a Folha de São Paulo, foi feita em conjunto com o Advogado-Geral da União José Antonio Toffoli, que defendeu recentemente o aborto em entrevista à revista Veja (além de ter sido um dos principais defensores da pesquisa com células-tronco embrionárias), dá para se ver claramente que a demora para a nomeação do Procurador-Geral da República foi propositada, a fim de que Deborah Duprat pudesse tomar essas iniciativas, que estão perfeitamente de acordo com o programa do Partido dos Trabalhadores.

Fonte: Boletim do Movimento em Defesa da Vida (MDV)

Profissão: Feminista

02/07/2009

Este texto, do Pe. Lodi, de 1998, permanece atualíssimo e vale a pena a leitura.

É comum que os jornais, quando intentam mostrar a opinião das mulheres sobre algum assunto, interroguem justamente aquelas que se dizem "feministas".

Ora, este equívoco é lamentável. Não é justo chamar um curandeiro para representar os médicos, um arrancador de dentes representar os odontólogos, um misturador de massas de modelar para representar os químicos, um consertador de rádios para representar os engenheiros eletrônicos, uma prostituta para representar as mulheres.

Este último exemplo, por esdrúxulo que seja, não é tão humilhante para as mulheres do que serem representadas por uma "feminista". Explico-me: as meretrizes entregam seu corpo em troca de dinheiro. As feministas fazem algo mais degradante: em troca dos dólares que recebem do exterior, entregam, não o seu corpo, mas aquilo que há de mais nobre na mulher: sua vocação à maternidade. Associam-se em entidades fartamente remuneradas com a condição de fazerem tudo e somente aquilo para que são contratadas. Ao contrato do que possa parecer, elas são a expressão máxima da subserviência, do rebaixamento e da degradação feminina.

O que o patrão delas deseja? Que elas, renunciando ao instinto materno, ao desejo natural de fazer tudo por sua prole, até de dar a vida por ela, convertam-se em defensoras da legalização do hediondo crime do aborto. O poder corrosivo do dinheiro vai a ponto de fazê-las defender o direito que a mulher tem (?) de matar seus filhos. Nada mais estranho à índole da mulher e à psicologia feminina.

Os argumentos por elas utilizados para este macabro fim oscilam entre o hipócrita e o ridículo. Para referir-se à prática infanticida nunca usam o verbo "matar", e muito menos "assassinar". A palavra criança é evitada a todo custo, e para isto usam-se vários eufemismos e metonímias: concepto, produto conceptual, embrião, feto, blastocisto. Para o aborto o substitutivo mais comum é "interrupção da gravidez", embora nunca utilizem "interrupção da vida" para o assassinato de um adulto.

O aborto seria um direito de a mulher de dispor do seu próprio corpo, como se a criança fosse uma verruga, um quisto, um tumor, uma unha ou um fio de cabelo, um pedaço do corpo humano.

A atenção é concentrada sobre o drama das mulheres que morrem em "abortos mal feitos", sem que haja nenhuma lamentação pelas crianças que, bem ou mal assassinadas, foram jogadas fora como lixo. Paradoxalmente elas não se preocupam em legalizar o roubo, embora haja muitos laões de baixo poder aquisitivo, que morrem em "roubos mal feitos". Também não está na sua pauta a legalização do "seqüestro", pois não há condolência pelos seqüestradores que morrem em "seqüestros mal feitos". O aborto, enquanto assassinato de um inocente e indefeso, supera em muito a monstruosidade de qualquer roubo ou seqüestro. Mas aquela que pratica tal crime deve ter atenção especial por parte do Estado, a fim de que o extermínio de sua prole seja feito dentro das normas da "higiene" e da "segurança".

Ao defender o aborto, as feministas ousam dizer (pasmem!) que somente os homens o condenam, e isto apenas porque são homens. As mulheres sem dúvida, dizem elas, estão a seu favor. Quando recebem manifestações contrárias de mulheres pró-vida, procuram classificá-las não como mulheres, mas como "fundamentalistas religiosas" que querem impor sua "crença", sua "doutrina", a um Estado "laico". O respeito à vida nascente não seria então uma lei natural, mas apenas o capricho de uma seita, como a proibição de comer carne de porco ou de fazer transfusão de sangue.

O grito de guerra delas é a defesa da "vida das mulheres". Esquecem ou não querem lembrar, que cinqüenta por cento das crianças abortadas são do sexo feminino, e que elas próprias já habitaram o útero.

Quantas são as feministas? Um número reduzidíssimo. No Congresso Nacional funciona "a todo vapor" um lobby pró-aborto chamado CFEMEA (lê-se cefêmea): Centro Feminista de Estudos e Assessoria. Freqüentam o Congresso diariamente, como se não tivessem outras ocupações com a família ou o emprego. Nas sessões legislativas não passam de uma dúzia ocupando a galeria. No entanto seu trabalho é eficientíssimo. Fazem pesquisas, enquetes, pressões individuais sobre os deputados, promovem seminários, conferências, e para tanto, trazem abortistas de toda a parte do país. Imprimem livros e panfletos e os distribuem fartamente. Além disso, obtêm sempre um bom espaço nos meios de comunicação social. O dia da votação é cuidadosamente preparado, bem como os itens da pauta e a ordem em que serão apreciados. Em caso de perceberem uma possibilidade de derrota, conseguem habilmente, com algum dispositivo do regimento interno, o adiamento da votação.

Nenhum de nós, pró-vida, teríamos tempo e dinheiro para fazer o que elas fazem. De onde vem seu financiamento? A resposta encontra-se na ficha editorial (página 2) de qualquer boletim mensal do CFEMEA. Lá se encontra sempre em letras miúdas após a palavra "Apoio": Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) e duas entidades privadas: a Fundação Ford e a Fundação Mc Arthur. No Guia dos Direitos da Mulher, por elas publicado, aparece ainda um outro financiador: a UNICEF, que recentemente deixou de receber ajuda do Vaticano por estar patrocinando o aborto.

O CFEMEA não é a única entidade feminista. Há várias outras como o Fórum de Mulheres de Brasília, a União Brasileira de Mulheres, o Conselho Nacional de Direitos da Mulher, a Rede Nacional de Saúde e Direitos Reprodutivos… Mas o leitor não deve estranhar se descobrir que elas são apenas um punhado de pessoas, associando-se de diversas formas, com nomes pomposos, com o fim de causar impacto na opinião pública.

Verifica-se nas entidades feministas brasileiras aquilo que já planejava o Relatório Kissinger para o controle demográfico de treze países-chave, entre eles o Brasil. Dizia o referido documento, datado de 1974:

"A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família" (NSSM 200, p. 151).

Quanto as feministas recebem? Isto é um enigma. Certamente é um salário alto, pois muitos são os doadores. Em 1994 o CFEMEA recebeu somente da Fundação Ford 175.000 dólares para "consolidar uma rede de saúde reprodutiva e direitos reprodutivos da mulher" (Fonte: New York – Civil Rights). Dados mais atuais e mais completos eu deixo para a investigação do leitor.

No dia 27 de fevereiro de 1997 tive oportunidade de presenciar como são marionetizadas as feministas. Naquele dia elas conseguiram reunir no Espaço Cultural da Câmara dos Deputados aborteiros de toda a parte: São Paulo, Campinas, Recife, Brasília, com o único fim de fazer propaganda do projeto de lei abortista 20/91. No final, a presidente da mesa, Guacira César de Oliveira, prestou seus agradecimentos ao "patrão": "Nós queremos agradecer ao Fundo das Nações Unidas para a População, que patrocinou este seminário". Pelo que me consta, não havia na sala nenhum representante da entidade patrocinadora. Mas a conferência estava sendo gravada e provavelmente o empregador gostaria de ouvir a um ato de gratidão das assalariadas.

O objetivo de instrumentalizar as mulheres para fins de controle demográfico transparece no investimento de 1,92 milhões de dólares feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para a criação de um Centro de Liderança da Mulher no Rio de Janeiro. Segundo a notícia, veiculada no dia 6/12/96, tal centro poderia proporcionar cursos de "treinamento" (sic) para 270 mulheres (Correio Braziliense, Economia e Trabalho, p. 13).

A legalização do aborto, depois da esterilização, é importantíssima para o controle demográfico. Já dizia o Relatório Kissinger:

"Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos:

- nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto" (NSSM 200, p. 182).

Os dados acima relatados creio sejam suficientes para o leitor descobrir que legalizar o aborto não é um desejo insano de alguns desocupados. É uma decisão consciente e minuciosamente planejada pelos organismos internacionais. Os quais no Brasil contam com as feministas como suas melhores servidoras.

Concluindo, perguntar se uma feminista é ou não a favor do aborto é uma redundância. Ela não pode se opor publicamente àquele que a financia. Ser feminista não é uma questão de convicção, mas de profissão. Profissão degradante, sem dúvida, abaixo mesmo da prostituição.

Assim sendo, quando o fim de uma entrevista for descobrir o que pensam as entidades estrangeiras sobre o aborto, as feministas são as pessoas indicadas. Assim, se quisermos saber o que o FNUAP pensa sobre o aborto, uma ótima idéia é entrevistar um membro do CFEMEA. Se quisermos saber o pensamento da Fundação Ford sobre o assunto, podemos entrevistar as "Católicas pelo Direito de Decidir". Se quisermos saber o que acha a Fundação Mc Arthur acerca do aborto, um ótimo recurso é entrevistar alguém do Grupo Transas do Corpo.

Porém nenhum jornalista pode cometer o crime de entrevistar os grupos acima como se eles representassem "as mulheres". Mulheres são seres humanos dos quais as feministas são grosseiras caricaturas. Para saber o que as mulheres pensam sobre o aborto, que tal entrevistar uma mãe de família, apaixonada pelos seus filhos e que nunca viu na sua frente um centavo de dólar?

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
18 de fevereiro de 1998

Padre Norman Weslin,80 anos,preso na Universidade de Notre Dame,por protestar contra o aborto.

17/05/2009

Padre Norman Weslin, 80 anos, preso na Universidade de Notre Dame,por protestar contra o aborto. O protesto consistia em cantar, rezar, andar pelo campus e distribuir rosários.

Eu chorei ao ver esse vídeo, porque quando uma manifestação pacífica de um homem de 80 anos é reprimida com essa violência em um país que se gaba de conceder a seus cidadãos ampla liberdade de expressão… o que mais nos espera?