DA PREGAÇÃO DE SÃO PAULO durante o tempo que passou em Atenas surgiu a primeira comunidade cristã daquela cidade: Alguns homens aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio o Areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, ainda outros. Foram a primeira semente plantada pelo Espírito Santo, da qual surgiriam depois muitos homens e mulheres fiéis a Cristo.
A mulher convertida é mencionada pelo nome: Dâmaris. É uma das numerosas mulheres que aparecem no livro do Atos dos Apóstolos, como manifestação clara de que a pregação do Evangelho era universal. Os Apóstolos seguiram em tudo o exemplo do Senhor, que, apesar dos preconceitos da época, anunciou a boa nova do Reino tanto aos homens como às mulheres. São Lucas também nos refere que a evangelização do continente se iniciou por uma mãe de família, Lídia, que logo a seguir iniciou a tarefa apostólica pela sua própria família, conseguindo que todos os da sua casa recebessem o batismo. Entre os samaritanos, quem primeiro recebeu a mensagem de Cristo foi uma mulher, e foi ela a primeira que a difundiu na sua cidade.
O Evangelho mostra-nos como as mulheres seguiam e serviam o Senhor, como estiveram ao pé da Cruz e foram as primeiras a perceber que o sepulcro estava vazio. Não encontramos nelas o menor sinal de hipocrisia no trato com o Senhor, nem injúrias ou deserções.
São Paulo teve uma profunda visão do papel que a mulher cristã viria a desempenhar como mãe, esposa e irmã na propagação do cristianismo. Podemos observá-lo pelo tratamento que lhes concede na sua pregação e nas suas cartas. Algumas delas são especialmente mencionadas com agradecimento, pela ajuda sacrificada que lhe prestaram na sua tarefa evangelizadora.
Na nossa época, como em todas, a mulher desempenha um papel extraordinário no apostolado e na preservação da fé. “A mulher está destinada a levar à família, à sociedade civil, à Igreja, algo de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: a sua delicada ternura, a sua generosidade incansável, o seu amor pelo concreto, a sua agudeza de engenho, a sua capacidade de intuição, a sua piedade profunda e simples, a sua tenacidade…”
Se essas qualidades de que Deus dotou a personalidade da mulher forem desenvolvidas e atualizadas, “a sua vida e o seu trabalho serão realmente construtivos e fecundos, cheios de sentido, quer passe o dia dedicada ao marido e aos filhos, quer, tendo renunciado ao casamento por alguma razão nobre, se entregue plenamente a outras tarefas. Cada uma no seu próprio caminho, sendo fiel à sua vocação humana e divina, pode realizar e realiza de fato a plenitude da personalidade feminina. Não esqueçamos que Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens, é não apenas modelo, mas também prova do valor transcendente que pode ser alcançado por uma vida aparentemente sem relevo”. Pedimos à Virgem pelos frutos deste trabalho da mulher na família, na sociedade, na Igreja, e que haja sempre entre elas abundantes vocações de entrega a Deus.
Fonte: Falar com Deus.






